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Dia Mundial da Doença de Chagas 2026: uma agenda global que coloca as mulheres no centro e reforça a ação nos territórios

Todo 14 de abril é comemorado o Dia Mundial da Doença de Chagas, uma data-chave para dar visibilidade a uma doença negligenciada que continua afetando milhões de pessoas no mundo e para fortalecer o compromisso com sua eliminação. 

Em 2026, a agenda global é liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que promove uma abordagem centrada no papel fundamental das mulheres na prevenção, no diagnóstico e no cuidado, especialmente em relação à transmissão materno-infantil. 

 

As mulheres no centro da resposta ao Chagas 

Sob o lema “As mulheres no centro da atenção: proteger a próxima geração da doença de Chagas”, a Organização Mundial da Saúde convoca governos, equipes de saúde e organizações a redobrar esforços para garantir o acesso oportuno ao diagnóstico e ao tratamento. 

Essa abordagem reconhece que fortalecer o cuidado às mulheres em idade reprodutiva é essencial para interromper a transmissão congênita e avançar rumo ao objetivo de eliminar essa via de transmissão. 

Junto com redes como FINDECHAGAS e organismos regionais como a Organização Pan-Americana da Saúde, a OMS impulsiona uma série de ações voltadas a fortalecer a conscientização pública e a resposta sanitária: 

•             Um toolkit global de comunicação com conteúdos prontos para uso nas redes sociais 

•             A divulgação de depoimentos de mulheres a partir de 8 de março, dando visibilidade a experiências em diferentes territórios 

•             A promoção de eventos e atividades ao longo do ano 

Além disso, está em desenvolvimento uma nova edição do Observatório de Acesso ao Chagas, que será publicada em 2027 com informações atualizadas sobre o acesso ao diagnóstico e ao tratamento em diferentes países. 

 

Campanhas que buscam mudar a percepção sobre o Chagas 

Em linha com essa agenda, a Fundação Mundo Sano promove ações de comunicação que combinam continuidade e novas mensagens. 

Por um lado, volta a ser divulgado o vídeo “HERANÇA”, uma peça que evidencia a dimensão intergeracional do Chagas congênito e o papel central das mulheres na sua prevenção. 

E, por outro, é lançada a campanha “NÃO ESTAMOS IGUAIS”, que busca transformar uma das principais barreiras da doença: a ideia de que não há soluções para o Chagas. Por meio de vozes especializadas, essa campanha destaca avanços concretos alcançados nos últimos anos: 

•             Maior acesso ao diagnóstico e ao tratamento 

•             Experiências de implementação bem-sucedidas em diferentes contextos 

•             Crescente compromisso de governos e autoridades sanitárias 

 

O objetivo é mobilizar profissionais de saúde e tomadores de decisão para acelerar a eliminação da transmissão congênita. 

 

Ações nos territórios 

As atividades desenvolvidas nos países refletem a importância de abordar o Chagas a partir de uma perspectiva integral, articulando ações de prevenção, cuidado e comunicação. No Brasil, por exemplo, destacam-se: 

•             A exposição fotográfica “Um Olhar Além do Cuidado”, apresentada na ExpoEpi, o principal evento de epidemiologia do Ministério da Saúde 

•             A cerimônia de entrega dos Selos de Boas Práticas rumo à eliminação da transmissão vertical, com certificações para municípios como Goiânia e Anápolis 

•             Iniciativas mantidas ao longo do ano, como oficinas para a elaboração de planos de prevenção de surtos e materiais educativos voltados a agentes comunitários 

Essas ações refletem uma abordagem multidisciplinar e intersetorial que fortalece a resposta nos territórios. 

 

Cooperação para avançar rumo a uma geração livre de Chagas 

As ações promovidas no âmbito do Dia Mundial fazem parte de uma agenda mais ampla de cooperação internacional, na qual diferentes atores trabalham de forma articulada para avançar na eliminação da transmissão materno-infantil. 

Nesse sentido, a Iniciativa Ibero-Americana Nenhum Bebê com Chagas promove o trabalho conjunto entre países, fortalecendo os sistemas de saúde, a atenção primária e a produção de evidências para a tomada de decisões. 

O desafio continua sendo coletivo: ampliar o acesso, reduzir desigualdades e manter a visibilidade de uma doença que hoje conta com mais ferramentas do que nunca para ser enfrentada. Porque não estamos iguais a antes. E porque avançar rumo a uma geração livre de Chagas congênito é possível.

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